segunda-feira, 7 de novembro de 2011


Sou tão pequenina, e não me refiro à minha altura, tenho os meus 165cm e sinto-me uma das maiores do meu  mundo. Sou pequenina no que toca a conseguir aguentar com as saudades que se fazem sentir nos momentos em que não se tem nada para me ocupar a cabeça, como agora meu amor. Ainda hoje é dia de café e já tenho saudades do nosso dia de chá e manga. O nosso dia que é sempre cheio de perguntas que vêm do além e feitas com tanto amor e rebuçados de mel.
És um docinho que me faz falta a cada minuto do dia, desde o começo que é bem de manhã quando eu acordo, e fica sabendo que quando te mando um Olá de manhã, não significa Olá, significa que acordo em pensar em ti, depois prolonga-se até ao começo da noite e aí a saudade deita-se a meu lado na cama e passa a noite inteira a dizer-me, liga-lhe e diz-lhe que o amas dias sem fim. 
Atende - Amo-te dias sem fim docinho!

domingo, 6 de novembro de 2011


Têm lido o meu coração aos poucos e nunca me dediquei a contar como conheci o que faz bate-lo. Ora, o meu primeiro amor, a paixão pequenina e inquieta do inicio da nossa adolescência. Eu tinha apenas 10 anos, era uma criança como os outras e ele foi o primeiro rapaz a fazer-me sentir borboletas na barriga. Nunca lhe falei enquanto paixão, nunca lhe disse que "gostava" dele, nunca ouvi a sua voz. Era o fruto proibido e jamais     teria algo com ele, era mais velho 3 anos - o que naquela altura é uma enorme diferença.
A paixoneta foi passando, ele saíu da minha vista e 5 anos passaram. Nestes 5 anos, admito que nunca cheguei a pensar nele, já não me lembrava dos seus olhos, da sua cara, até da sua existência... Lembro-me até de o ver na rua e sem leva-lo para esse lado da minha memória, achava-o atraente e bastante bonito.
O meu primeiro caminho até ao secundário fez com que o meu coração começasse a bater mais depressa, as memórias começaram a voltar e eu sabia que algo me estava a tentar abrir o coração a algo antigo.
O meu primeiro amor apareceu-me à frente, com os seus olhos castanhos e brilhantes, já com barba, com a pele macia e lisa, estava tão homem que eu nem conseguia acreditar. Foi a primeira vez que em 5 anos ouvi a sua voz, doce e sincera. O tempo foi passando e aproximamo-nos a cada instante, mas eu nunca lhe contei que ele tinha sido o meu primeiro amor, queria saber o que afinal tinha sentido um coração de uma menina de 10 anos.
Amei, foi um choque saber que os dias estavam cada vez mais brilhantes e as flores mais bonitas, a minha capacidade de amar tinha se tornado perfeitamente adequada à dele. Estamos à 13 meses juntos, e acreditem, que lutei tanto, mas tanto para ficar com ele que já nada me o vai tirar.

Voltaste-me a fazer sorrir outra vez. Não, o nosso amor não é bipolar, o meu coração é que é como um balão, que tu enches bem cheinho no dia da tua presença e que se vai esvaziando ao longo da semana que partes. Percebes agora o porquê de existir dias mais fortes para mim? 
O nosso dia é sempre tão bem passado, parece que nem és o mesmo que me fala pelas mensagens que me atormentam durante a semana. Tenho saudades sabes? de estarmos todos os dias juntos, a todas as horas. Foi um ano tão bem passado, cada flor no seu jardim e cada raio de sol nas nossas caras pálidas e com sardas. Eu sempre serei a menina do olho azul e tu sempre serás o meu amor.
Adormecer e acordar ao teu lado dá-me sempre uma certeza, que ao longo da semana se vai despedaçando com ciumes incontroláveis e duvidas disparatas.
Queres saber mais? abre a a caixinha que te dei. O que é isto?, isso meu amor, isso é o mundo que eu fui coleccionando para ti. Tem uma estrela de cada dia, um pedaço do meu quente coração e várias lágrimas. Tem o aroma de um jardim colorido e como não podia faltar, tem uma foto do nosso amor no auge da primavera. Lembra-te de mim meu amor.

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