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domingo, 6 de novembro de 2011


Têm lido o meu coração aos poucos e nunca me dediquei a contar como conheci o que faz bate-lo. Ora, o meu primeiro amor, a paixão pequenina e inquieta do inicio da nossa adolescência. Eu tinha apenas 10 anos, era uma criança como os outras e ele foi o primeiro rapaz a fazer-me sentir borboletas na barriga. Nunca lhe falei enquanto paixão, nunca lhe disse que "gostava" dele, nunca ouvi a sua voz. Era o fruto proibido e jamais     teria algo com ele, era mais velho 3 anos - o que naquela altura é uma enorme diferença.
A paixoneta foi passando, ele saíu da minha vista e 5 anos passaram. Nestes 5 anos, admito que nunca cheguei a pensar nele, já não me lembrava dos seus olhos, da sua cara, até da sua existência... Lembro-me até de o ver na rua e sem leva-lo para esse lado da minha memória, achava-o atraente e bastante bonito.
O meu primeiro caminho até ao secundário fez com que o meu coração começasse a bater mais depressa, as memórias começaram a voltar e eu sabia que algo me estava a tentar abrir o coração a algo antigo.
O meu primeiro amor apareceu-me à frente, com os seus olhos castanhos e brilhantes, já com barba, com a pele macia e lisa, estava tão homem que eu nem conseguia acreditar. Foi a primeira vez que em 5 anos ouvi a sua voz, doce e sincera. O tempo foi passando e aproximamo-nos a cada instante, mas eu nunca lhe contei que ele tinha sido o meu primeiro amor, queria saber o que afinal tinha sentido um coração de uma menina de 10 anos.
Amei, foi um choque saber que os dias estavam cada vez mais brilhantes e as flores mais bonitas, a minha capacidade de amar tinha se tornado perfeitamente adequada à dele. Estamos à 13 meses juntos, e acreditem, que lutei tanto, mas tanto para ficar com ele que já nada me o vai tirar.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011


... e quando pensamos apenas no singular não é pecado? negarmos a escolher alguém que nos pode acolher como pecadores que somos e mesmo assim não nos aponta um dedo sequer.
Triste pensamento diabólico que nos consome conforme o tempo e a temperatura ambiente, que nos destrói aos poucos e poucos e nos fere lentamente com a sua ponta afiada de egoísmo e antipatia. O poder da mente tem destes acontecimentos, a facilidade em matar quem nos quer bem e a desiludir quem construiu algo connosco.. Palavras não curam, apenas acalmam, gestos não fazem esquecer apenas podem fazer perdoar, e tu? tu não és um rapaz, és o rapaz... 
Agora descansa na sombra da tua alma e acaricia o meu ombro que sente falta do aconchego do teu cabelo, que repousava em mim todas as vezes que assim o desejavas. 
É impressionante as cartas que recebes por aí, em tempos tão difíceis ainda consegues abrir e lê-la, acredito que o faças devido ao que lês no remetente, o meu nome sempre te deixou com os olhos brilhantes e borboletas na barriga - não é que me tenhas dito, apenas suspeito.
Enquanto muitos desejam ter mil mundos só para eles eu divido o meu com outra pessoa, e é sempre tão mais quentinho nos dias de inverno, junto a minha barriga na tua e no final mal conseguimos seguir caminhos diferentes. O meu egoísmo fugiu, e o teu perdeu-se.
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