sexta-feira, 9 de setembro de 2011

#déjavu


O mundo torna-se demasiado grande para um ser tão pequenino como eu, não é que eu não consiga viver aqui, mas as mentiras tornam-se maiores e em maior quantidade e começam a apertar-me que começa a doer viver. A razão pela qual permaneço num sono profundo até metade do dia é mesmo essa, poupo-me à dor de um dia inteiro, carregado de injustiças e conversas de bolso inúteis -  são apenas desabafos, enquanto me viro para o lado esquerdo, a noite está a ser longa demais.
Para além de estar a evitar acordar e ver o mundo lá fora, estou a sentir um vazio enorme na cama, agora também estou a evitar olhar para o lado direito, onde deverias estar a descansar de um dia devastador.. e não estás - começo a sentir-me cansada de estar aqui - pergunto-me para onde foste e porquê.
Embora a chuva de ideias esteja a começar a tornar-se tempestade lá fora, eu permaneço cá dentro com o que resta da minha dignidade, não estou minimamente preocupada se perco metade do filme ou se as pessoas se transformam em monstros, isso na minha cabeça já tudo aconteceu - desde pequena que tenho imensos déjavus. Agora apenas resta-me sentir a tua falta e obrigar-me a descansar durante dias, para que não tenha de coser o meu coração outra vez - está a ficar um farrapo graças a vocês - au revoir!

28 comentários:

  1. sim, consigo-me controlar felizmente :)

    ResponderEliminar
  2. Não a podias descrever melhor, mas ainda tenho os meus amigos. E na verdade, o meu irmão mais velho, apesar do impasse em que estamos agora, é um bom apoio, e sempre o foi, o meu pilar dentro de uma casa habitada por surdos, cegos e mudos.
    Gostei deste teu texto, é lindíssimo e em parte me identifiquei com ele.
    Beijinhos.

    ResponderEliminar
  3. Tão profundo, tão verdadeiro. Identifico-me imenso.

    ResponderEliminar
  4. obrigado!:D
    adorei o texto, retrata a verdade por inteiro :b

    ResponderEliminar
  5. muito muito obrigada :)) vou seguir-te também

    ResponderEliminar
  6. a saudade deixa-nos sem rumo..sem forças mas temos de conseguir seguir em frente

    ResponderEliminar
  7. oh se estou princesinha.. oh se estou! :)

    ResponderEliminar
  8. O medo . Esse sentimento tão poderoso que se apodera de nós fazendo duvidar de tudo . É preciso cuidado com ele . gostei muito :)

    ResponderEliminar
  9. Na há palavras como assim? Tens Facebook pessoal? Muito obrigada querida (:

    ResponderEliminar
  10. manda o pedido através da pagina do blogue ((:

    ResponderEliminar
  11. Bem, foi uma situação bastante engraçada e não me importo de partilhar a piada. Basicamente, a Matilde tocou à porta e perguntou pelo Bernardo, então eu disse-lhe que ele devia chegar dali a meia hora e que se quisesse podia esperar no quarto, mas conhecendo-a como a conheço percebi que a galdériazinha não ia ficar quieta, por isso depois de levar uma resposta torta da esperta da miúda (que me disse, e passo a citar "bem, vou preparar uma surpresa ao Bernardo; a família dele não é bisbilhoteira, pois não?). Logo, eu que não tenho paciência para filmes destes, esperei vinte e cinco minutos e depois pedi à minha mãe para ir ao quarto buscar uma coisa para mim (e como ela estava lá em cima e eu na sala, foi sem resmungar). Bem, o que aconteceu é que eu corri imediatamente para cima porque queria ver o espectáculo, que assim, vou transcrever, como te contasse uma história pois será mais engraçado:
    - Dona Maria! - esguichou a lambisgóia da Matilde. - Desculpe, que vergonha.
    - Querida, vergonha porquê? Se fosse o meu Bernardo, de certeza que a menina não a teria, não é verdade? Acha que eu nunca vi ninguém descascado. Tenho quatro filhos, não nasci ontem. Eu é que tenho vergonha por o meu Bernardo ter tão mau-gosto. Falta-lhe imaginação com certeza.
    - Não era minha inten...
    - Deixe as desculpas para quem as quiser ouvir. Peço-lhe, com todo o respeito que me resta por si, que filha devo-lhe dizer que é pouco e tenho muita pena dos seus pobres pais, mas peço-lhe que se volte a vestir, e se retire. Quando aprender que a vulgaridade nada tem de bonito, talvez volte a ser bem-recebida, mas não se preocupe que quando a quisermos ver faremos o convite.
    - Dona.
    - Entretanto, não pense em cá voltar. - Interrompeu a minha mãe, implacável. - Dou-lhe menos de dez minutos para sair. Com licença.
    E foi isto, mas eu levei um raspanete à mesma por ser "mesquinha e matreira".
    Bom, espero que te tenha oferecido umas boas gargalhas. Beijinhos

    ResponderEliminar
  12. Sim, esta foi mesmo só em novelas. A minha vida às vezes parece um autêntica novela. Mas tenho a certeza que há mais famílias assim. Bem, mas o Bernardo ainda não sabe. Porque não apanhou a Matilde nem cá em casa nem a sair de casa; a miúda despachou-se tão rápido, parecia um relâmpago. A minha mãe telefonou aos pais da Matilde e, não lhes contou o sucedido porque "não quero ofender susceptibilidades", mas pediu para que eles tivessem uma conversa com a filha sobre privacidade, intimidade e métodos contraceptivos. E como é óbvio, a Matilde também não deve ter ido a correr contar o sucedido ao meu irmão. A miúda deve estar a morrer de vergonha, até eu tenho pena dela.
    Beijinhos.

    ResponderEliminar
  13. foi o início do meu namoro com o "tal".

    ResponderEliminar
  14. muito mesmo! E espero que saibas que estou completamente rendida ao teu blog *.*

    ResponderEliminar
  15. é, eu vou ter e isto já está a começar a "passar" um bocadinho.
    Não tens de quê c:

    ResponderEliminar
  16. oh mas que disparate! porque é que eu não deveria comentar o teu blogue?:) e muito obrigada pelo enorme elogio, fiquei com um sorriso de orelha a orelha!

    ResponderEliminar
  17. obrigada marie! a sério que sim. estarei por cá mais vezes

    ResponderEliminar
  18. Lindo :$
    Não te preocupes que já está tudo bem e já não vai ser apagado *-*

    ResponderEliminar

Para a Rosarinho:

Marias há muitas © , All Rights Reserved. BLOG DESIGN BY Sadaf F K.