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terça-feira, 13 de setembro de 2011

#retour


Ás vezes só me apetece chorar, até conseguir o meu próprio rio, com as minhas próprias lágrimas e sempre com uma causa para tal. Amanhã vai custar-me - as lágrimas chegaram agora, só faltavam elas - eu nunca tive preparada para não te ter comigo, muito menos não te ter comigo quando mais preciso.
Vou chegar, olhar para todos os lados, estranhar e só depois vou-me lembrar que já não vais estar mais à minha espera no sítio do costume, que já não vou ter o teu colo à minha espera e que muito menos vou andar com o nariz negro de tantas trincas. Vou sentir falta dos almoços em conjunto e dos finais de tarde a teu lado... Está a ser tão difícil para mim que nem consigo dizer-te, não consigo, não posso e não quero, não posso estar sempre a lamentar-me enquanto tu sim tens algo difícil pela frente... mas eu sempre soube que este dia ia chegar que por mais que eu tentasse nunca iria ter forças para levá-lo com um sorriso na cara. Vou sentir-me sozinha, fora de horas. Vou querer não voltar aos lugares onde estivemos e muito menos vou fazer alguma coisa que me faça lembrar de ti, de nós - não por não querer, mas sim porque sei que irei chorar - e como tu dizes, "as princesas não choram", se calhar nunca fui uma verdadeira princesa, se calhar nunca pus a hipótese de te ver partir e no entanto é o que vou ter de fazer.
Por momentos ainda fiz de conta que passava tudo de um sonho, fingi que a ideia de não te ir ver todos os dias era mentira, e que bastava acordar, colocar o perfume que sempre gostaste e ir ao teu encontro, mas tu não estavas lá, e a queda desse sonho foi de tal modo gigante que senti o meu coração a rachar... eu tentei, mas não consigo ter forças. au revoir mon amour, je t'aime!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

#déjavu


O mundo torna-se demasiado grande para um ser tão pequenino como eu, não é que eu não consiga viver aqui, mas as mentiras tornam-se maiores e em maior quantidade e começam a apertar-me que começa a doer viver. A razão pela qual permaneço num sono profundo até metade do dia é mesmo essa, poupo-me à dor de um dia inteiro, carregado de injustiças e conversas de bolso inúteis -  são apenas desabafos, enquanto me viro para o lado esquerdo, a noite está a ser longa demais.
Para além de estar a evitar acordar e ver o mundo lá fora, estou a sentir um vazio enorme na cama, agora também estou a evitar olhar para o lado direito, onde deverias estar a descansar de um dia devastador.. e não estás - começo a sentir-me cansada de estar aqui - pergunto-me para onde foste e porquê.
Embora a chuva de ideias esteja a começar a tornar-se tempestade lá fora, eu permaneço cá dentro com o que resta da minha dignidade, não estou minimamente preocupada se perco metade do filme ou se as pessoas se transformam em monstros, isso na minha cabeça já tudo aconteceu - desde pequena que tenho imensos déjavus. Agora apenas resta-me sentir a tua falta e obrigar-me a descansar durante dias, para que não tenha de coser o meu coração outra vez - está a ficar um farrapo graças a vocês - au revoir!

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