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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

amar-te está a tornar-se tão doloroso, je t'aime


Sim, neste momento encontro-me a chorar, é mais uma noite, anormal seria se não chorasse - e estou a falar muito a sério - estas noites têm sido fatais para mim, o medo de o perder é de tal modo tão grande que tenho de chorar, pelo menos durante meia hora... colocar os pensamentos nele e em tudo o que passamos, e no que poderá acontecer, no que foi tudo até agora e como vai ser. Eu avisei que as saudades instalavam-se depressa, e eis-me aqui, a chorar como um bébé mais uma vez, mas hoje com mais intensidade, as lágrimas parecem chuva. O pior é quando relembro o que me aconteceu hoje, o tempo que olhei para a porta à espera que entrasses e não entras-te, o tempo que esperei que aparecesses para me dar colo e dedicares-te a dar-me beijos na cara, a facilidade que tínhamos em imaginarmo-nos em qualquer lugar - mas sempre juntos - voando pelas estradas desconhecidas e mares jamais navegáveis.
O momento foi tão rápido, não consegui habituar-me à ideia de chegares a partir um dia, foi rápido demais, arrancaram-me o coração de um momento para o outro - e quando estão juntos Maria? o que sentes? - é tudo tão maravilhoso, tão único e tão sentido, mas rapidamente é envolvido com o regresso ao teu outro destino, porque tu já não pertences ao meu redor, foste afastado por uns tempos, foste roubado ao meu coração e decidiste - e fico feliz por ti - partir num novo caminho com uma nova etapa. 
O problema também é meu, aliás, é todo meu, eu nunca fui insegura mas o pavor de não te ver durante três dias seguidos é maior - eu bem tento conter as lágrimas, mas elas só me provam que isto é muito mais difícil do que todos pensam, do que todos julgam ser - as circunstâncias mudaram, agora não é só um final de dia ou uma noite sem olhar para esses teus olhos castanhos, são dias, dias sem ouvir um respirar teu, sem ouvir uma lamuria ou até uma discussão pequenina... e agora sim, façam-me parecer a criança mais sentimental do mundo, com ou sem razão, amar-te-ei eternamente. 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

#retour


Ás vezes só me apetece chorar, até conseguir o meu próprio rio, com as minhas próprias lágrimas e sempre com uma causa para tal. Amanhã vai custar-me - as lágrimas chegaram agora, só faltavam elas - eu nunca tive preparada para não te ter comigo, muito menos não te ter comigo quando mais preciso.
Vou chegar, olhar para todos os lados, estranhar e só depois vou-me lembrar que já não vais estar mais à minha espera no sítio do costume, que já não vou ter o teu colo à minha espera e que muito menos vou andar com o nariz negro de tantas trincas. Vou sentir falta dos almoços em conjunto e dos finais de tarde a teu lado... Está a ser tão difícil para mim que nem consigo dizer-te, não consigo, não posso e não quero, não posso estar sempre a lamentar-me enquanto tu sim tens algo difícil pela frente... mas eu sempre soube que este dia ia chegar que por mais que eu tentasse nunca iria ter forças para levá-lo com um sorriso na cara. Vou sentir-me sozinha, fora de horas. Vou querer não voltar aos lugares onde estivemos e muito menos vou fazer alguma coisa que me faça lembrar de ti, de nós - não por não querer, mas sim porque sei que irei chorar - e como tu dizes, "as princesas não choram", se calhar nunca fui uma verdadeira princesa, se calhar nunca pus a hipótese de te ver partir e no entanto é o que vou ter de fazer.
Por momentos ainda fiz de conta que passava tudo de um sonho, fingi que a ideia de não te ir ver todos os dias era mentira, e que bastava acordar, colocar o perfume que sempre gostaste e ir ao teu encontro, mas tu não estavas lá, e a queda desse sonho foi de tal modo gigante que senti o meu coração a rachar... eu tentei, mas não consigo ter forças. au revoir mon amour, je t'aime!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

#mon amis



Saber dizer adeus não é a minha especialidade, apesar de já o ter feitos imensas vezes e por diversas razões... a questão é que este adeus é dito ás pessoas erradas. As pessoas que cresceram comigo mudaram - ou secalhar fui eu - e quem sabia como me fazer rir no momento certo foi embora. Foi embora, conheceu novos ventos e deixou-me para aqui, ainda um pouco magoada mas sorridente. Eu sinto-me sozinha, e não é um sentimo muito agradável, já não tenho por perto quem me compreenda, já não tenho coragem para pedir ajuda e muito menos tenho alguém que me faça rir do nada. 
Não culpo ninguém por essa perda, a cupa não está nas pessoas, está de como ela reagiram á separação, eu nunca fui de me habituar a novos caminhos, nunca fui de me habituar a novos ares, e agora dói. Porque se antes, enquanto estavamos juntos, eu não dava o valor suficiente, hoje dou e arrependo-me de não vos ter dito tudo o que gostariam de ouvir. Esqueci dos beijos que mereciam todas as manhãs, da frase "se precisares de mim liga" ao final do dia, ou então daquele aconchego que todos nós precisamos. Esqueci de vos aparar sempre as lágrimas em vez de dizer "eu avisei", esqueci de elogiar-vos sempre que estavam diferentes - para melhor -, esqueci de vos perguntar se sabiam o quanto vos amava, porque se não sabem eu passo a citar: " eu sempre te amei, chateada ou não, eu sempre soube amar. Sempre à minha maneira, com uma naturalidade própria, nunca existiu sombra para dúvidas nem erros, eu sempre te amei, desde o primeiro dia em que demos a oportunidade de sermos o que somos hoje".. e mesmo que nada volte a ser como antes, e mesmo que o coração tenha dado uma volta de 360º graus, eu estou aqui, como sempre estive, eu sei o quanto me fazem falta.. eu sei. au revoir, tu me manques!

sexta-feira, 15 de julho de 2011


Deixo-te hoje entregue ao mundo, hoje não vou depender mais de ti visto que também não te preocupaste comigo.
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