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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Ondas do mar

As amizades são como as ondas do mar. Vão e vêm. E quem disse que as amizades são para sempre é porque nunca se deixou enrolar por uma onda, ao ponto de se deixar afogar. Ser amigo não é construir bonitos castelos na areia, é saber destruí-los quando é necessário e ajudar a reconstruir. Estou convicta de que estamos rodeados somente de conhecidos com pequenos interesses por coisas aleatórias que não seja em nós e no que temos para dar. Ser amigo não é tapar-nos o sol, é fazê-lo brilhar ainda mais quando nos vê, não há competições de quem deve brilhar mais, há partilha, amor, carinho. Quando a maré enche deixamos de ter pé em zonas que nunca imaginamos, resta-nos nadar até à superfície e tentar alcançar a margem, sem nunca colocar em causa a nossa capacidade de sobrevivermos sozinhos. A amizade deveria ser sinal de segurança mas nem sempre o é, e agora, ainda achas que tens amigos?

sábado, 8 de agosto de 2015

Sempre a mesma treta

Quando alguém chama de "meu" a algo que foi teu o vazio surge de novo. Eu não sei se sou eu, se és tu ou é o nosso fracasso de relação que me incomoda. Magoa-me sobretudo o facto de teres permitido com que crescesse algo com outro alguém se não eu e que ainda lhe respondas com sentimento e afecto. Nós somos jovens, crescemos num mundo onde a liberdade nos faz querer novas experiências e a angústia é esquecida em prol de festas e álcool que nos tornam vulneráveis e nos fazem derramar lágrimas a noite toda. O problema será sempre eu sentir de mais. E nada do que sinto se destina a uma relação amorosa, este desabafo é sobre a amizade e sobre o que ela representa para mim porque deveria ser sinónimo de eternidade, entretanto tornou-se sinónimo de saudade e melancolia. E enquanto eu guardo para mim o que resta de nós e procuro ir atrás do que quero na minha vida, deixo-te esta questão: Quando eu deixar de ir atrás de ti, quem virá atrás de mim?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

#mon amis



Saber dizer adeus não é a minha especialidade, apesar de já o ter feitos imensas vezes e por diversas razões... a questão é que este adeus é dito ás pessoas erradas. As pessoas que cresceram comigo mudaram - ou secalhar fui eu - e quem sabia como me fazer rir no momento certo foi embora. Foi embora, conheceu novos ventos e deixou-me para aqui, ainda um pouco magoada mas sorridente. Eu sinto-me sozinha, e não é um sentimo muito agradável, já não tenho por perto quem me compreenda, já não tenho coragem para pedir ajuda e muito menos tenho alguém que me faça rir do nada. 
Não culpo ninguém por essa perda, a cupa não está nas pessoas, está de como ela reagiram á separação, eu nunca fui de me habituar a novos caminhos, nunca fui de me habituar a novos ares, e agora dói. Porque se antes, enquanto estavamos juntos, eu não dava o valor suficiente, hoje dou e arrependo-me de não vos ter dito tudo o que gostariam de ouvir. Esqueci dos beijos que mereciam todas as manhãs, da frase "se precisares de mim liga" ao final do dia, ou então daquele aconchego que todos nós precisamos. Esqueci de vos aparar sempre as lágrimas em vez de dizer "eu avisei", esqueci de elogiar-vos sempre que estavam diferentes - para melhor -, esqueci de vos perguntar se sabiam o quanto vos amava, porque se não sabem eu passo a citar: " eu sempre te amei, chateada ou não, eu sempre soube amar. Sempre à minha maneira, com uma naturalidade própria, nunca existiu sombra para dúvidas nem erros, eu sempre te amei, desde o primeiro dia em que demos a oportunidade de sermos o que somos hoje".. e mesmo que nada volte a ser como antes, e mesmo que o coração tenha dado uma volta de 360º graus, eu estou aqui, como sempre estive, eu sei o quanto me fazem falta.. eu sei. au revoir, tu me manques!
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