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segunda-feira, 7 de novembro de 2011


Sou tão pequenina, e não me refiro à minha altura, tenho os meus 165cm e sinto-me uma das maiores do meu  mundo. Sou pequenina no que toca a conseguir aguentar com as saudades que se fazem sentir nos momentos em que não se tem nada para me ocupar a cabeça, como agora meu amor. Ainda hoje é dia de café e já tenho saudades do nosso dia de chá e manga. O nosso dia que é sempre cheio de perguntas que vêm do além e feitas com tanto amor e rebuçados de mel.
És um docinho que me faz falta a cada minuto do dia, desde o começo que é bem de manhã quando eu acordo, e fica sabendo que quando te mando um Olá de manhã, não significa Olá, significa que acordo em pensar em ti, depois prolonga-se até ao começo da noite e aí a saudade deita-se a meu lado na cama e passa a noite inteira a dizer-me, liga-lhe e diz-lhe que o amas dias sem fim. 
Atende - Amo-te dias sem fim docinho!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


Foram verdadeiros anseios ao longo de vários dias, várias dúvidas por esclarecer recortadas em linhas rectas e mal esclarecidas, promessas profundas e merecedoras de um prémio. Rasgos de tinta espalhados pelo tecto e vastas manifestações de falta de afecto espalhadas pela casa.
Amanhã é o dia em que isso vai mudar, é o dia que faço uma introspecção e me esclareces o porquê de eu sentir tanto medo e de o meu coração quase parar - ou acelerar demais.
Vais hesitar e desmentir tudo ao primeiro parágrafo. E eu sei porquê. Porque apesar de tudo tu amas-me, amas-me de uma maneira um pouco diferente mas amas mesmo tendo os sentimentos pesados consigo sentir isso.
Sinto dor e amor ao mesmo tempo. Amar demais dói à brava, é uma dor tão forte que penetra bem fundo e perfura cada milímetro que seja deste músculo. Mas amo-te como nunca, amo-te como jamais alguém te amou ou poderá vir a amar, amo-te desde cá de dentro, tão forte e tão fundo que só eu consigo ver o tamanho deste amor.
Deixa-te ficar, eu vou ao teu encontro, quero-te bem parecido, quero-te apenas para mim.

domingo, 30 de outubro de 2011


O dia correu tão rápido como o vento lá fora, mas tenho a certeza que foi mais intenso que toda a natureza junta. Estavas cheio de saudades, como eu, o climax deste dia foi mesmo as várias vezes que me disseste, se soubesses as saudades que tenho tuas ao longo do dia, e a vontade que tinha de te dar um beijo e dizer-te ao ouvido mais de cem vezes que eu também meu amor, eu também.
Reages como o fogo, és quente mas não queimas, tens jeito de lorde, beijas como um relâmpago, trazes energia acumulada no corpo e isso basta para me sentir segura nos teus braços, sentes-te bem nos meus braços?, a resposta seria a mais óbvia, tenho a certeza que irias saber a resposta, claro que sim meu amor.
O dia estava longe de acabar e quando pisquei os olhos já a noite se tinha posto, faltava poucas horas para saíres do nosso ninho e o coração já estava a latejar com saudades, fica por favor meu amor, eu não quero que vás, eu sabia que era um pedido inútil, mas eu sentia-me bem em fazê-lo, assim tinha a certeza que tinha feito algo por nós. Foste embora como um passarinho, ainda olhaste para trás e me fizeste sinal e eu  como boa namorada que sou sorri e esfreguei os olhos para não perceberes que a tua partida mais uma vez me estava a atormentar. 
Espero por ti, fica comigo porque eu jamais te deixarei.

domingo, 23 de outubro de 2011

mensagem enviada para David, 23.19.11/ 11:29h



e se me desses um bocado de céu? misturado com o teu cheiro e o sabor dos teus lábios. eu adorava. era o meu conforto todas as noites quando a insónia decide sentar-se a meu lado na cama. Depois, o céu iria servir de almofada. iria aparar-me os sonhos bons e levar com o vento os maus. dá-me um  bocado do teu algodão doce, cor-de-rosa, da cor do meu mundo ... o mundo que me concedes-te e que o vivo todos os dias. amor, dá-me amor. Bom dia.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

- Dói?
- O quê?
-  Sentir-se sozinho!
(Suspirou para pensar na resposta)
- Nós acostumamo-nos.
- Será?
- Se não for terá de ser.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011


Preciso de ajuda! Preciso de paciência e muita força. Estou presa no meu próprio medo, encurralada com as minhas próprias algemas e destinada a morrer se continuar com estes meus pensamentos.
Sinto-me fraca ao mesmo tempo, preciso de amor e carinho para me revitalizar. O meu coração tem andado fraquinho e muito perto da hora final, de dia mal bate e à noite quase que explode. Tenho recebido poucas novidades tuas meu amor, sei que o teu tempo é escasso mas eu não compreendo isso. Faço os filmes todos na minha cabeça e o meu pobre bichinho é que paga, acelera cada vez que imagino o meu pior pesadelo. Quero-te bem perto de mim outra vez, esta distância que nos rouba mil beijos mata-me aos poucos e poucos e deixa gotas de sangue na minha almofada, para que ao acordar, me possa lembrar que foi uma noite dolorosa e que deixou feridas. Não fazes por mal eu sei, ninguém o faz, limitas-te a dares-me o que podes quando podes - e risco da minha mente o "quando queres". És somente tu que me respondes quando eu lanço a pergunta à lua, quem será o homem da minha vida, és somente tu meu amor. Meu anjo, és tu quem me acrescenta sentimentos, dia após dia, sem redução de nenhum. Meu porto de abrigo, que me acolhe nos momentos de desespero e me enrola nos seus braços fortes, és a vitalidade da minha constante mudança, afinal, continuo uma menina, nada mudou desde que partiste, apenas aprendi a erguer-me aos fantasmas e a colocar mais vezes o coração nas mãos. Peço a Deus todas as noites que te guie, não me envergonho de nada, orgulho-me simplesmente de ter um namorado que há um ano me acompanha, sempre com os seres trocados.. tu estás em mim e eu em ti, e assim irá continuar.


terça-feira, 11 de outubro de 2011


A noite está novamente a chegar e eu continuo sem novidades tuas. Onde andas? Continuo no mesmo local onde me deixas-te a última vez que me olhaste nos olhos e te dignaste a dizer que era a mulher da tua vida.
Andas perdido por aí, num movimento terrestre que não é o teu, numa telepatia de olhares desconhecidos onde os ponteiros do relógio deslocam-se ao contrário dos outros.
Ora não tarda o primeiro navio parte para um novo continente, e eu continuo aqui... vivendo cada brisa como se fosse a primeira, sentido cada noite nostálgica como a última. Os meus dias têm-se mantido assim, frios e distantes, não temo qualquer telefonema teu, sei que o amor continua lá, receio apenas a maneira de como te falarei. O tempo passa e as saudades já conquistaram mais território, tenho medo que não consigas lidar com a minha possessiva atitude de amada saudosa. 
Meu caro, sabeis vós que o meu coração sempre bateu pelas suas palavras, sempre esperou pelo seu afecto e sempre desejou a vossa companhia, fazei disso o maior dos meus pecados e daí-me o que desejo. E assim espero fazer das minhas palavras as tuas palavras, para mais tarde, quando a noite voltar a chegar, eu ter bem presente na minha memória os segredos que me contaste enquanto estivemos juntos.
Sem mais demoras despeço-me, com o coração nas mãos - mais uma vez.

sábado, 1 de outubro de 2011

como nova


Esta correria deixa-me com menos tempo para mim mesma, mal tenho tempo para me ver ao espelho e perceber que estou a envelhecer. O sol enfraquece a minha pele, as minhas mãos andam secas por causa do vento, os meus olhos continuam azuis mas fracos e os meus lábios andam mordidos.
A minha mente está convertida em livros e tudo está a tomar a rotina que tinha esquecido, o meu amor está longe e o meu coração foi com ele e não me avisou.
Sinto-me macia, num estado sólido e macio, geralmente efeito de inúmeras e consecutivas horas de descanso emocional, as lágrimas deixaram a minha pele como a pele de uma criança - uma óptima informação para quem sofre de coração nas horas mais apertadas - a minha lucidez tem estado normal e a tensão não aumenta nem desce. O meu comportamento animal tem sido controlado através de boas frases, a minha fase normal está a notar-se, o normal está a chegar, irei habituar-me.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

estás aí?


O pior é mesmo sentir aquela imensidão de casa vazia, falta a presença do meu animal de estimação, aquele que consegue fazer com que eu me renda aos seus pés.. És tão tu quando me acaricias depois de uma noite gelada, e me agarras com essa tua carinha de menino rebelde. Realmente o que as saudades fazem, são espinhos afiados que se cravam na minha pele, rasgando-a, até sentir a carne a borbulhar... borbulhar de dor.
Dói por dentro e por fora, não só por não te ter aqui como também por não ter com quem passear a nossa mascote - aquele pequeno roedor e brincalhão - és sem dúvida um motivo enorme para eu me sentir angustiada.
Rapidamente recuso-me a sair de casa, continuo deitada no sofá, melancólica, à tua espera. Esperando que me apareças por essa porta, de onde nunca deverias ter saído, para te bombardear com perguntas que terão respostas sem fim. Quero entender se esta mudança também te provocou cólicas e se as borboletas na barriga hibernaram, quero saber se te sentes tão vazio como eu, que não resisto em querer saber de ti - sempre foi mais forte que eu.
A paixão é assim, o pedaço de matéria que nos pertence e foi roubado para nos lembrarmos que sós não conseguimos adormecer e que a razão das lágrimas é mais forte do que a força que move os moinhos em dias de vento.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

amar-te está a tornar-se tão doloroso, je t'aime


Sim, neste momento encontro-me a chorar, é mais uma noite, anormal seria se não chorasse - e estou a falar muito a sério - estas noites têm sido fatais para mim, o medo de o perder é de tal modo tão grande que tenho de chorar, pelo menos durante meia hora... colocar os pensamentos nele e em tudo o que passamos, e no que poderá acontecer, no que foi tudo até agora e como vai ser. Eu avisei que as saudades instalavam-se depressa, e eis-me aqui, a chorar como um bébé mais uma vez, mas hoje com mais intensidade, as lágrimas parecem chuva. O pior é quando relembro o que me aconteceu hoje, o tempo que olhei para a porta à espera que entrasses e não entras-te, o tempo que esperei que aparecesses para me dar colo e dedicares-te a dar-me beijos na cara, a facilidade que tínhamos em imaginarmo-nos em qualquer lugar - mas sempre juntos - voando pelas estradas desconhecidas e mares jamais navegáveis.
O momento foi tão rápido, não consegui habituar-me à ideia de chegares a partir um dia, foi rápido demais, arrancaram-me o coração de um momento para o outro - e quando estão juntos Maria? o que sentes? - é tudo tão maravilhoso, tão único e tão sentido, mas rapidamente é envolvido com o regresso ao teu outro destino, porque tu já não pertences ao meu redor, foste afastado por uns tempos, foste roubado ao meu coração e decidiste - e fico feliz por ti - partir num novo caminho com uma nova etapa. 
O problema também é meu, aliás, é todo meu, eu nunca fui insegura mas o pavor de não te ver durante três dias seguidos é maior - eu bem tento conter as lágrimas, mas elas só me provam que isto é muito mais difícil do que todos pensam, do que todos julgam ser - as circunstâncias mudaram, agora não é só um final de dia ou uma noite sem olhar para esses teus olhos castanhos, são dias, dias sem ouvir um respirar teu, sem ouvir uma lamuria ou até uma discussão pequenina... e agora sim, façam-me parecer a criança mais sentimental do mundo, com ou sem razão, amar-te-ei eternamente. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

#nostalgie


Mon amour, e essas saudades como vão? Já não vemos desde segunda-feira, aquele dia maravilho em que o passamos a falar do nosso futuro e das expectativas que temos. E eu gosto da maneira como mudas os dias e as formas de pensar, gosto bastante da minha perspectiva de te olhar e de te sentir que é sempre tão mais carinhosa e deliciosa. A maneira como a tua mão passa no meu rosto é sempre tão inesperada e fico sempre tão mais segura. Também não sei quando nos vamos ver, mas sinto essa necessidade e tenho que satisfazê-la o mais rapidamente possível, porque enquanto fores - e sempre serás - o que sustenta o meu coração, terás de dar-lhe mais do que um simples dia.. eu sei que os dias estão a apertar, e que o coração irá ficar pequenino por vários dias seguidos, mas só cabe a ti enche-lo, sempre com a mesma medida e o mesmo carinho. Estejas tu onde estiveres, com quem seja, mon amour, eu quero continuar a ser a tua menina de olhos azuis. au revoir, o sol escondeu-se e ainda tenho de ir ver do meu gato, je t'aime.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011


Hoje multipliquei a saudade e dividia pelos beijos, reduzi tudo ao mesmo dominador e somei com a dividendo das promessas. Depois de ter estudado a tabuada, sabia de cor o resultado da combinação dos corpos e para finalizar acertei na subtracção das dúvidas. No final da tarde tínhamos aprendido a reduzir-nos 
 a um só e a deixar o passado fora dos nossos lençóis.

domingo, 10 de julho de 2011


Fingir que está tudo bem é o primeiro passo para entrar numa dimensão de mentiras, desligar o cabo que nos liga a falsas verdades é o segundo passo para verdadeiras sensações, acreditar na importância que a pergunta "está tudo bem contigo?" tem é o terceiro passo para a ilusão, pensar que todas as pessoas têm sentimentos é o quarto passo para a desilusão, fomentar a ideia de que o amor é para sempre é o quinto passo para o erro comum, eu vivo presa a esse erro, eu busco estar errada todos os dias, mesmo sendo isso errado traz-me imenso conforto ♥
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