sexta-feira, 4 de novembro de 2011


Foram verdadeiros anseios ao longo de vários dias, várias dúvidas por esclarecer recortadas em linhas rectas e mal esclarecidas, promessas profundas e merecedoras de um prémio. Rasgos de tinta espalhados pelo tecto e vastas manifestações de falta de afecto espalhadas pela casa.
Amanhã é o dia em que isso vai mudar, é o dia que faço uma introspecção e me esclareces o porquê de eu sentir tanto medo e de o meu coração quase parar - ou acelerar demais.
Vais hesitar e desmentir tudo ao primeiro parágrafo. E eu sei porquê. Porque apesar de tudo tu amas-me, amas-me de uma maneira um pouco diferente mas amas mesmo tendo os sentimentos pesados consigo sentir isso.
Sinto dor e amor ao mesmo tempo. Amar demais dói à brava, é uma dor tão forte que penetra bem fundo e perfura cada milímetro que seja deste músculo. Mas amo-te como nunca, amo-te como jamais alguém te amou ou poderá vir a amar, amo-te desde cá de dentro, tão forte e tão fundo que só eu consigo ver o tamanho deste amor.
Deixa-te ficar, eu vou ao teu encontro, quero-te bem parecido, quero-te apenas para mim.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011


Entras na minha humilde casa de dizes, que doce mimi, e eu acredito que no fundo te tenha tocado no teu coração. Alucinante foi ver que te atreves a dizer o mesmo a todas as casinhas por onde entras, que doce, que quentinho, dizes o mesmo a cada coração que acredita que sim, tu estás a sentir o que estás a dizer... Limitas-te a utilizar a mesma frase para centenas de corações diferentes, não entendes que isso magoa e faz com que nos sintamos iguais a todos os outros.
Entras na minha casa e de certo que nem te dignas a ler as páginas escritas com lágrimas escondidas que estão sobre a mesinha castanha, apenas dizes, que doce, e agora diz-me, doce o quê? O que é doce para ti? doce para ti deve ser qualquer sitio que encontras... Como sabes se é doce sem provar?
A minha humilde casa merece melhor do que um, doce, e não me importa se tens milhões de visitas na tua casa, bom proveito para quem gosta de se sentir comparado a corações que nada têm a ver. Não sabes entrar numa casa, sentar-te no sofá, pegar nas páginas escritas à mão e ler com o coração, nem nunca vais saber se continuares a fazer comentários assim, simples, e de tão simples que são nota-se a frieza com que entras-te e sais-te daqui. Mimi, pessoas desse tipo não são consideradas princesas, muito menos pequeninas, pessoas assim são consideradas oportunistas, apenas à espera que lhe ofereças chá. Tive de concordar com ela, sabe muito mais do que qualquer um de nós, e agora faz-me um favor e não ouses entrar na minha casa outra vez, nem forces a entrada nem aceites sequer uma chávena de chá ... sempre me ensinaram que oferecer é cortesia, aceitar é má educação.

terça-feira, 1 de novembro de 2011




Sabem meus amores, hoje foi um dos dias da minha vida que me fez acumular forças para o resto da semana.
Hoje, pela primeira vez, desloquei-me até onde o meu passarinho pernoita toda a semana, espero que seja acolhedor e que proporcione um ambiente amoroso. 
Qual não foi a minha alegria estar a chegar e ver-te à porta, como se a  minha chegada fosse a razão da continuação da rotação da terra. Estavas lindo, mas tu estás sempre, lindo e com o sorriso mais puro de sempre. Convidaste-me a entrar e eu fiz essa tua vontade - porque também era a minha - gostas meu amor?, estava quentinha, era exactamente o teu ninho, pequenina e com poucas coisas.
Sabem, eu amo mesmo aquele passarinho, e não importa os quilómetros que agora nos separam, eu sei que o nosso amor é muito mais do que meros quilómetros. No final ainda me disseste, Muito obrigada por teres vindo amor, nunca vou esquecer. Amo-te mesmo cá do fundinho, não agradeças meu pequeno, agradece sim ao nosso amor que tem crescido dia após dia, agradece ao pai da saudade e à afilhada do ciúme que os têm educado muito bem para não destruírem o que demorou anos a construir. Com muito amor, mimi

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