Só sei que o que sinto só faz sentido se for para sentir por ti. Existe uma ténue ternura entre nós, vós sabeis do que falo, somos carne e sangue unidos por memórias e histórias. És tudo o que eu preciso, mas não neste momento, o futuro tornou-se mais agradável de imaginar do que viver o presente. Eu penso em nós como uma tempestade em que sabemos que, por ventura, ela chegará ao fim trazendo consigo a paz que necessito e só isso dá-me mais força para me olhar ao espelho. O erro está aí, nesse exemplo de desperdício de vida, deveríamos pensar em nós como um livro, sabemos também que ele irá chegar ao fim, mas por enquanto aproveitamos a história, rendidos ao que nos rodeia e sacia. Não podemos estar juntos agora mas pertencemos um ao outro e nada poderá mudar isso. Tu não gostas de branco e eu não gosto de preto e enquanto essas forem as únicas cores do nosso amor, nada poderá incorporar-se num só. Há mais vida para além de ti mas eu não vivo sem ti, e voltamos ao mesmo.
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sábado, 25 de julho de 2015
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Entras na minha humilde casa de dizes, que doce mimi, e eu acredito que no fundo te tenha tocado no teu coração. Alucinante foi ver que te atreves a dizer o mesmo a todas as casinhas por onde entras, que doce, que quentinho, dizes o mesmo a cada coração que acredita que sim, tu estás a sentir o que estás a dizer... Limitas-te a utilizar a mesma frase para centenas de corações diferentes, não entendes que isso magoa e faz com que nos sintamos iguais a todos os outros.
Entras na minha casa e de certo que nem te dignas a ler as páginas escritas com lágrimas escondidas que estão sobre a mesinha castanha, apenas dizes, que doce, e agora diz-me, doce o quê? O que é doce para ti? doce para ti deve ser qualquer sitio que encontras... Como sabes se é doce sem provar?
A minha humilde casa merece melhor do que um, doce, e não me importa se tens milhões de visitas na tua casa, bom proveito para quem gosta de se sentir comparado a corações que nada têm a ver. Não sabes entrar numa casa, sentar-te no sofá, pegar nas páginas escritas à mão e ler com o coração, nem nunca vais saber se continuares a fazer comentários assim, simples, e de tão simples que são nota-se a frieza com que entras-te e sais-te daqui. Mimi, pessoas desse tipo não são consideradas princesas, muito menos pequeninas, pessoas assim são consideradas oportunistas, apenas à espera que lhe ofereças chá. Tive de concordar com ela, sabe muito mais do que qualquer um de nós, e agora faz-me um favor e não ouses entrar na minha casa outra vez, nem forces a entrada nem aceites sequer uma chávena de chá ... sempre me ensinaram que oferecer é cortesia, aceitar é má educação.
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