sexta-feira, 9 de setembro de 2011

#déjavu


O mundo torna-se demasiado grande para um ser tão pequenino como eu, não é que eu não consiga viver aqui, mas as mentiras tornam-se maiores e em maior quantidade e começam a apertar-me que começa a doer viver. A razão pela qual permaneço num sono profundo até metade do dia é mesmo essa, poupo-me à dor de um dia inteiro, carregado de injustiças e conversas de bolso inúteis -  são apenas desabafos, enquanto me viro para o lado esquerdo, a noite está a ser longa demais.
Para além de estar a evitar acordar e ver o mundo lá fora, estou a sentir um vazio enorme na cama, agora também estou a evitar olhar para o lado direito, onde deverias estar a descansar de um dia devastador.. e não estás - começo a sentir-me cansada de estar aqui - pergunto-me para onde foste e porquê.
Embora a chuva de ideias esteja a começar a tornar-se tempestade lá fora, eu permaneço cá dentro com o que resta da minha dignidade, não estou minimamente preocupada se perco metade do filme ou se as pessoas se transformam em monstros, isso na minha cabeça já tudo aconteceu - desde pequena que tenho imensos déjavus. Agora apenas resta-me sentir a tua falta e obrigar-me a descansar durante dias, para que não tenha de coser o meu coração outra vez - está a ficar um farrapo graças a vocês - au revoir!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

#mon amour


Forte personalidade mon ami - ou terei de dizer mon amour - é que revelas em todas as vezes que falamos aquele cliché de romancista - pobre coração derretido que invade a minha garganta com pequenos cubos de gelo enrolados em fogo - sim era disto que eu falava, de como utilizavas as palavras para apenas dizeres o meu nome. Continue, hoje faço das tuas as minhas palavras mon amour, tenho vontade de derreter-te, devagar e em pequenos círculos, c'est vrai, não estou a mentir - eu sei que é estranho dizer-te isto, mas com todo o respeito, eu apaixonei-me por ti hoje, outra vez, tenho esse direito. 
Ontem escrevias-me uma carta, hoje declaras-me um poema, amanhã será o quê - répond mon amour - quero saber como será o meu próximo momento de felicidade... e tu sabes como vai ser, escreves todas as noites mais um parágrafo da nossa história. Gostava de saborear mais um bocado de todos os momentos que passamos, mas em momentos tardios, vem-me à memória a tua la chanson do engate... é tão calma e intensa, uma verdadeira melodia luminosa e gratificante. Meu amor, tenho que ir beber  o meu chá, au revoir mon amour, je t'aime.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

#le café


Está precisamente na altura do café das 6 p.m, o meu cigarette já chamava por mim e tínhamos muito que conversar. Era a hora em que me contavas como estava a correr as coisas no teu escritório e eu revelava os próximos temas da minha coluna - sempre te interessaste por saber como estava o meu trabalho na revista.
Avançavas mole, depois de um longo dia de trabalho sempre te mostraste cansado e rendido ao poder do cansaço, que sempre se mostrou imenso sobre ti. Mesmo assim continuas lindo, o tempo recusa-se a passar por ti, continuas a desfilar com a tua pele morena e a derreter-me o coração com o teu olho que muitas vezes engana-me, fazendo-se passar pelo reflexo do teu café.
Desde sempre que me lembro que todos os dias somos convidados a apaixonarmo-nos outra vez um pelo outro a esta hora, tu incentivas o amor, conheço as tua manias com a palma das minhas mãos e reconheço o teu sorriso no meio de vinte mil multidões.
A conversa descarrila de tal maneira que dou por nós a falarmos de filhos, de futuros herdeiros da nossa ligação e dedicação pessoal - agora sorri - sorri como todas as vezes que falamos do destino e como foi caridoso connosco, de como se tornou lenda e hábito falar nele de uma forma natural - tão natural como estar prestes a beijar-te neste preciso momento.
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