terça-feira, 27 de novembro de 2012

E de todo o vazio incontrolável naquela sala, foi o teu que me despertou. Sentia todas as partes do teu corpo a vibrarem, como cordas de um instrumento musical. Estavas tenso e fechado. Estavas tão tu próprio que as pessoas chegavam mesmo a perguntar se estavas bem. Tu nunca estiveste bem, nunca foste de pegar numa caneta e escreveres até as mãos sangrarem. Nunca foste de sorrisos, de frases longas ou de cortês simpatia. Sempre foste o mais controlado e ansioso daquela sala. E resultante de tal memória, ainda me invade o cheiro a pó, incrustado em toda aquela camada de papel de parede velho, sujo e rasgado. Lembro-me como se fosse ontem que estavas sentado na terceira cadeira a contar do fundo, junto à janela que tem vista para o monte. Eras tu e a tua ousadia de nem pestanejar. Mais uma vez eu gostei de ti. Só não sabia que tu eras eu há uns anos atrás. 
May Rose, 27 de Novembro, 2012

8 comentários:

  1. oh obrigada linda :) este texto está lindo, está fantástico, está fofinho e encantador. oh doce, o teu carinho pela escrita é tão compensador para quem te lê *-*

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  2. may,
    amo tudo que escreves princesa! *

    beijos <3

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  3. Identifiquei-me tanto e sim tenho a agradecer a força!

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  4. é a verdade ! este teu cantinho é fantástica esta tua escrita !

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  5. deixas-me cada vez mais sem palavras..

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Para a Rosarinho:

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