Eu tenho a certeza que sou capaz. Sei perder-me nas palavras e digo coisas que não penso. Invento frases e delicio-me com o resultado da minha literatura. Sou uma autêntica marioneta de escrita, inventada por um escritor e com uma história real para contar. Crio enigmas para eu própria desvendar e realço todo o espanto dos livros em pequenos versos de prosa que escrevo ao anoitecer. Não tenho paz em mim, sou um fervor em pessoa que acumula sentimentos, que os transparece e se afoga nele como um pequeno pássaro ao sair do ninho pela primeira vez. Tenho medo do medo e fujo da solidão. Tranco-me em supostos "ses" e lá vou eu, render-me ao instante e à surpresa.
terça-feira, 31 de julho de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
Sunday, 29 July 2012
"Porque ninguém se mantém interessante ou mágico. Mas a gente espera, lá no fundo, perdida e cansada, que a vida compense de alguma maneira. E a gente ganha dinheiro, compra roupa, aprende novas piadas, coloca protetor labial. Só para que a vida compense em algum momento. Só para ganhar algumas coceguinhas no coração. Coração burro." o meu coração hoje está assim, porque está adormecido ainda, porque passou uma má noite. Hoje tenho várias horas para tentar acordar, ou voltar a sonhar ou ainda voltar a dormir. Mais vezes sou eu por mim do que ele a tentar-me colocar-me viva. Escassez de sofrimento outrora causado.
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