Todos os dias abro uma lição. Lição essa que me separa de ti. E eu não peço que me ames sempre mas que tenhas sempre a noção que te amo. Não quero conversas sobre o que fiz de mal porque o tempo já é escasso por si só e quando chegamos ao tempo real, já meio dia tem passado e o auge do que te tenho para dizer já não se enquadra ao resto do meio dia que falta.
E falo sempre devagar. Para não deixar margem para dúvidas, ou erros nas entrelinhas, ou dificuldade nas respostas. Raramente elevo a conversa ao que aconteceu, falo do que acontece e como habitualmente, tenho sempre imensa vontade de falar do que acontecerá.
Escrevo o sumário. Aquele conjunto de frases que dita o destino. Destino esse que por enquanto não está junto ao teu. Estou longe, longe de ti e sinto-me tão perto. Faz-me confusão e ridiculariza a ideia de amor.



