A janela ficou aberta, são 7.30 am e não consigo dormir, o café parece estar quente mas nada disso me impede de me inundar em sonhos enquanto olho lá para fora. A minha incomparável sensação de me sentir sozinha a esta hora está a deixar-me melancolicamente exausta, a nostalgia a esta hora é de tal modo intensa que começo sempre por sentir um pedaço de saudades tuas. Ora, lembrar-me da tua pequena despedida faz ferver o sangue que passa pelas minhas veias, e acende a luz da minha memória, inacreditável não é - colocar ponto de interrogação era considerado um erro ortográfico, visto que isto é muito mais do que uma pergunta retórica - foste e eu fiquei, simples.. agora que as saudades, a cada minuto que passa, assombram-me, deixo este tema sobre ti e sobre nós sobre a mesa que por enquanto ainda não é passado.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
#misteriosos sonhos
Conseguia criar um castelo só com os nossos sonhos, misturando o que tu queres com o que eu desejo, acabando de vez com quem pensa que ao entrar na nossa felicidade será capaz de destruir alguma coisa. Levaria metade do tempo que levei a conquistar-te, arrebataria com todos os ponteiros do relógio, e as horas não seria mais horas, pois esse nome deixaria de fazer sentido. No teu caso, eu deixaria de acreditar em anjos e passaria a confiar somente no que sentes, tanto que saberias como te faço o mais feliz.
Um mistério que deixaria de trazer mistério aos ouvidos dos outros, nada mais simples, nada mais puro, uma obra de arte vestida de pequenos nadas de tudo - a confusão sempre foi o meu maior disfarce - aliviava essa tua vergonha e despia esse teu fato de durão, eras apenas um homem, o meu homem, com a pele sensível ao toque e com os pêlos eriçados como os dos gatos... eras meu como sempre foste
sábado, 20 de agosto de 2011
#incidente
Acreditei num espaço onde pudesses voar e levar-me aos céus, num clima paralelo à nossa postura, na certeza de uma conquista puramente sentimental. Mais do que qualquer sonho era a verdadeira história que se foi apagando aos poucos, desaparecendo nas terríveis conquistas do passado assombradas com o terrível medo do desconhecido futuro. Prisioneira de mim mesma, largando a chave dentro de ti, fiquei agarrada ao que poderíamos ser e não fomos ou até mesmo o que poderemos ser mas com medo de não sair realizada... foi numa questão de segundos que me libertei da escuridão do desconhecido e cravei as minhas dúvidas no teu corpo árduo e frio, mas que me aquece. Algo que jamais poderia ser explicado, foi gravado a fogo, todos os dias, ainda sinto as lascas desse mesmo incidente, a percorrer a minha fachada secreta, a roubar-me tudo o que poderia manter-me feliz nos dias seguintes, mas sem piedade senti-me nua mais uma vez... foi aí que apareceste e me deste tudo de novo, uma luz voltou a acender-se..
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