Eu nunca procurei o rapaz ideal, sempre andei à deriva, não tinha nenhum objectivo em mente, para mim a única função que um rapaz tinha era a de amigo, nada mais. Claro que sempre existiu as químicas, os erros, as expectativas, mas nunca a vontade de ter algo mais sério, até que um dia tudo mudou por acaso.
O grande amor bateu-me à porta sem aviso prévio, estava vestido como um rapaz normal, numa escola nova, com amigos que não conhecia de lado nenhum, estava tão naturalmente normal que mal podia eu saber que se chamaria "amor verdadeiro".
Não houve qualquer contacto com ele, até ele dar o primeiro passo, foi esse amor que me abriu os olhos para ele, de todas as maneiras e feitios que poderíamos ter começado esta aventura, foi simplesmente da forma mais natural que começou. Não houve imitações dos contos de fadas, nem a utilização de frases feitas ou copiadas das novelas, foi tudo proporcionado pelo momento e pela capacidade de raciocínio dele.
Hoje, passado dez meses de partilha de vivências, sei que afinal o nome dele é mesmo "amor verdadeiro", e que utilizaremos algo copiado dos contos de fadas, o "viveram felizes para sempre".

