- Mas tu não te tens de achar nada, tens é de te achar tudo. E se isto não for amor o destino sabe exactamente como disfarçar bem. Igualmente apaixonada ficou a Julieta quando Romeu lhe beijou a mão porque naquela altura o pescoço já era insultuoso, quanto mais os lábios secos dela. E eu continuo assim, nostálgica connosco e não comigo nem contigo, mas sim connosco. Porque o nós tem sempre outra constante mais doce e amorosa. E a rebeldia de juntar o pronome pessoal eu com o tu dá um toque mais apaixonado ao sujeito da frase. Eu gosto mais de ti do que rosas. E rosa é o meu segundo nome, ou melhor Rose. May Rose para ti, May para mim e Rosas para todos. - Se juntar todas as raparigas que já namorei sem dúvida que o meu amor por ti supera todas elas juntas, e lá fiquei eu a ver as nuvens mais uma vez e a sonhar acordada, sem saber como é que tu apareceste na minha vida. Deste-me um toque e apaixonei-me de tal maneira que a forma mais inútil de ver o mundo, para mim, é um acontecimento tremendo que me desperta a atenção por longas horas. O amor faz disto e quem nunca esteve apaixonada não sabe o que perde.. ou o que ganha.. mas sobretudo o que perde.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
O meu nome é Maria mas sinto-me May. Tenho 17 anos e adoro pandas. Sinto-me May Rose junto de vocês, que são tudo de bom que pode existir no céu. E dentro deste meu mundo escuro também sei sorrir, e sei dar-vos amor. Porque eu quero mimos e passarinhos. Quero desejar uma boa noite e encher-vos de alegrias. Porque, indiscutivelmente quem merece mais sonhos realizados são vocês minhas lindas. São maresia doce. Contraditório não é? Pois têm todo o desassossego de uma onda mas com uma pitada de doçura.. com sabor a nuvens cor-de-rosas. Sem vocês eu não era totalmente feliz e sabem que me deixava dominar muito facilmente pelos meus "eu" mais escuros. Obrigada minhas doces rosas cor de rosa.
Quem disse que o amor é fogo que arde sem se ver não sabia nada de amor. Nem de amor nem de dor. Porque quando se fala de amor, a dor é constante e ultrapassa qualquer labareda. Queima e desfaz cada pedaço de pele. Como se arrancada fosse pelo tempo que nos odeia. E passo a odiar-me muito mais nesse instante. Ridiculamente odiada por instintos felinos e canibais que se alastram e choram por sangue. O teu sangue. Nada mais carnívoro que nós os dois juntos. Sendo que tu não passas de outro "eu" que eu trago comigo, escondido à retaguarda do coração. És o meu eu mais temível e ingrato de todos, porque para ti não existe amor, só piedosa misericórdia para sofrer. Gostas de sofrer e ver sofrer os outros. És como um vírus no corpo. Adormeces quando todos te acham morto. E acordas quando menos preciso de ti. Tu não como os outros que dá gosto de viver. És rude, imprudente, e procuras sempre passar a tua mão pelo meu ombro e recitares "és fraca, deixa-te consumir, és como sushi, só que em carne crua".
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