terça-feira, 4 de outubro de 2011


olha meu doce, enquanto enrolamos palavras em desejos e pensamentos em devaneios, vamos prolongando esta sede de amor que é traduzida numa forma muito rápida e simples. Intitulamos o nosso amor como, resíduos do amor, e deitamos ao ar o que poderá vir a ter potencial para criar mais insectos na minha barriga - as tais borboletas amarelas de que tanto falas.
Incrédula, é sempre o meu estado - ainda te perguntas porquê, ao longo de um ano de amor a fio, és capaz de ainda não ter as respostas suficientes para conseguires acompanhar-me numa conversa, que parte do principio, é formulada no meu coração e ilustrada pela minha mente perversa e austera. 
É tudo muito instável quando é feito por cálculos não exactos e é questionado com perguntas retóricas, das quais metade eu própria - deveria saber - mas não sei a resposta. Foste a fonte das minhas interjeições e o meu adjectivo principal, adoptas-te o verbo ao nome e deste-me um conjunto de palavras que bem estudadas dava para construir o nosso romance épico.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

always


- Deixas-me sempre sem saber o que dizer;
- A culpa é tua, não me deixas falar;
- O que é que uma coisa tem a ver com a outra?
- A tua mente recebe o que a minha boca transmite.
- Será?
- Queres outro beijo na testa para comprovar?

sábado, 1 de outubro de 2011

como nova


Esta correria deixa-me com menos tempo para mim mesma, mal tenho tempo para me ver ao espelho e perceber que estou a envelhecer. O sol enfraquece a minha pele, as minhas mãos andam secas por causa do vento, os meus olhos continuam azuis mas fracos e os meus lábios andam mordidos.
A minha mente está convertida em livros e tudo está a tomar a rotina que tinha esquecido, o meu amor está longe e o meu coração foi com ele e não me avisou.
Sinto-me macia, num estado sólido e macio, geralmente efeito de inúmeras e consecutivas horas de descanso emocional, as lágrimas deixaram a minha pele como a pele de uma criança - uma óptima informação para quem sofre de coração nas horas mais apertadas - a minha lucidez tem estado normal e a tensão não aumenta nem desce. O meu comportamento animal tem sido controlado através de boas frases, a minha fase normal está a notar-se, o normal está a chegar, irei habituar-me.
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