Porque a vida é assim, tu não podes cobrar a alguém o sentimento que ela nutre por ti porque, na vida, não há uma regra básica de igualdade. Não há uma regra que dite que se eu der o máximo de mim a alguém, essa pessoa também terá de igualar esse sentimento, e ao contrário também se aplica. Na vida, cada um dá o que quer, o que acha que deve dar, ou perdes ou ganhas, e é assim que são feitos os amores impossíveis/platónicos, amores que correm mal. És um peão da vida, vais para onde ela te levar. Ou segues em frente ou ficas para trás. Também não há regras que digam que alguém tem que te levar ao colo neste jogo de xadrez. As pessoas estão contigo se acharem que devem de estar. Se eu me magoar com sentimentos que não são recíprocos, que direito tenho eu de cobrar a alguém essa dor que me provoca? Ela não me pediu que eu a amasse com tudo o que tenho, muito menos me avisou ao inicio que iria despender de si o máximo possível. É aí que quero chegar com essa conversa, ao longo desta caminhada irão sempre existir encontros e desencontros de quem nunca soube o que era ser o tudo para alguém e alguém ser igualmente o tudo para si. Os desencontros serão os mais comuns, e quando o comum começar a ser ridículo, passarás a querer encontrar-te com alguém ao mesmo nível. Aconselho sobretudo a tentares perceber se estão a escalar ao mesmo nível, porque quanto maior for a tua subida sozinho, maior também será a tua queda. Sozinho.
sábado, 6 de agosto de 2016
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Eramos um ramo de flores no Outono
Eu perdoo-te. Perdoo-te porque percebo que o que disseste não foi dito com sentimento. Perdoo-te porque sei que é difícil ser rejeitado mas não nos deixarem partir. Todos os dias me recordo do que disseste - duras palavras as que utilizaste para me descrever, chegando o teu discurso a combinar com uma personalidade paranóide - mas hoje compreendo que não basta gostar. Perdoo mas não esqueço. Não quero mais ouvir falar de ti, das tuas novas aventuras, das tuas conquistas, dos teus medos. Perdoo-te mas não quero mais saber se respiras. Aprendi contigo que o maior erro que podemos cometer é deixar crescer flores em tempo de outono. Mas eu continuo a fazer as minhas caminhadas, só já não as imagino contigo. Continuo a não gostar de sushi, nem de praia. Continuo a viver mesmo com a tua ausência porque fiquei a saber que ter "problemas de atenção" não é sinal de morte. Continuo a viver porque ser "possessiva" não precisa de medicamento e, principalmente, continuo a viver porque eu nunca dependi de ti para isso.
- Porque é que continuas a mandar-me embora se me queres?
- Porque se fores, já não te posso querer
- Mas eu continuo a querer-te
Subscrever:
Mensagens (Atom)

