segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Tu és o amor de uma vida, não o amor da minha vida.

Fomos feitos um para o outro mas o amor não foi feito para nós. E quanto mais penso nisso mais sentido faz. Quantas vezes tentamos atar as linhas soltas e elas simplesmente escorregavam-nos pelas mãos? Se há algo que eu tenho a certeza é que te amei, só não sei se o amor chegou a ti da mesma maneira que saiu de mim. Fomos feitos de matérias diferentes, produzidos em diferentes espaços de tempo e calculamos tão mal os danos que nos deixamos magoar com todas as nossas diferenças.

Hoje sinto que sou capaz de perdoar o amor que nunca chegou para nos manter unidos, mas será que quero? Perdoar será relembrar e relembrar, qualquer história nossa, é querer voltar a ter-te nos meus braços como que se nunca te tivesse deixado ir. E esta brisa passageira não foi tão passageira como pensei. 

Eu cresci, tu cresceste e hoje não sei se o teu beijo sabe ao mesmo doce aroma que sabia. Hoje não sei se todas as nossas noites seriam iguais e se o nosso futuro seria construído com o mesmo peso e matéria de cada lado. Tu és o amor de uma vida, não o amor da minha vida.

sábado, 17 de outubro de 2015

Aprendi a saber voar

Tudo o que digo ou o que faço poderá não ter sentido para alguém, no entanto, tudo tem um sentido pragmático. A realidade ilustra um conjunto de sentidos que eu própria construí para mim mesma, para me sentir no caminho certo em determinado momento da minha vida. Hoje sei que o que alcancei é resultado de um grande esforço interior, de uma reflexão excessiva para colocar de parte o que pode consumir toda a minha energia vital. Sinto que determinei parte de mim, como que se me programasse para não sentir certas emoções destinadas a certas situações. Sinto que a verdadeira razão de não estar num estado depressivo, hoje, foi a capacidade de me afastar do problema e olhar para ele por outros ângulos. Não me tornei numa pessoa positiva, tornei-me numa pessoa com vontade de viver feliz e livre dos outros.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Há um mar que habita em nós

Não me importa se a maré continua vazia, esta praia nunca mais será a mesma sem ti. Em tempos existiu algo que nos unia e nos deixava a pensar nas restantes metáforas da vida. Hoje são só lembranças distantes e dispersas que se atrevem a escapar-me pela memória. Lembro-me de seres a âncora do meu barco, já meio despedaçado e com falhas, de assumires o papel de bússola e me indicares sempre o norte em qualquer viagem. Hoje sinto-me a pairar sobre as ondas que me levam ao fundo e arrastam-me contra as rochas vezes sem conta. Tive pressa de crescer, de te ver crescer, ou melhor, pressa de nos ver crescer e essa constante pressa do amanhã foi tão ofegante que tornou-se insuportável continuares a meu lado.
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