Somos parte um do outro apenas em tempos de guerra. E se a guerra falasse, diria também que nem em guerra estamos bem. Somos tão inconstantes. Perdidos em maré cheia, deixamo-nos morrer por palavras venenosas, de um veneno tão cruel como as palavras ditas em cabeça quente. Há dias em que te desejo nu, presente, viril. Depois existe os outros dias em que a tua voz estrangula-me. Não sei o que magoa mais, morrer por excesso de amor ou morrer por falta dele.
terça-feira, 31 de março de 2015
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Não encontro outra sombra para mim, a antiga está cheia de medos e incertezas. Incertezas essas que me consomem dia após dia, em qualquer lugar, sou um vidro partido em mil cacos. Se alguém se aproximar tenho quase a certeza que se pode cortar por isso afasto as pessoas em qualquer circunstância. Não consigo não pensar no que pensam sobre mim, é uma luta constante contra o desânimo e o sofrimento, estou tão fraca de espírito que já não me encontro (...) já não me reconheço. Não me lembro sequer de algum dia ter sentido esta angústia, era feliz e agora? Agora não sou sequer eu própria.
sábado, 4 de outubro de 2014
Esperar pela mudança quando a própria mudança é não mudar é frustrante. Consigo sentir-me a desesperar por dentro, são tantos os gritos de socorro, tantos os últimos suspiros, já nem distingo se vivo ou sobrevivo. Quando a tua alma é cheia de generosidade e somente recebes o mínimo o mais importante é saber que nem tudo o que foi teu será novamente. E são nesses precisos momentos de lucidez que me vejo rodeada de nada, em tempos fui amada até por vilões, hoje sou mais um bocado de vento. Estou profundamente desiludida com o presente que o futuro me proporcionou, de tantos desgostos possíveis, o meu é o mais doloroso e sombrio. A solidão é a morte de qualquer poeta.
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