Somos um sossego ensurdecedor capaz das mais belas coisas. Já não me alimento de esperanças mortas, cresci capaz de me recordar de tudo o que desejei esquecer. Tomar partido de nós como um só futuro, uma só mensagem. Tenho tanto para te dizer, tanto para te agradecer. Gostaria de ter mais tempo para te explicar que o que vagueia por aí são apenas memórias, memórias cheias de boas recordações e felicidade. Já não espero que a vida melhore, apenas que continue como está. O teu sorriso genuíno é pólvora para o meu, arrebatador, sincero. E quando ficamos só nós dois naquela sala, tudo é demasiado cor-de-rosa, ou arco-iris?
quinta-feira, 2 de abril de 2015
terça-feira, 31 de março de 2015
Somos parte um do outro apenas em tempos de guerra. E se a guerra falasse, diria também que nem em guerra estamos bem. Somos tão inconstantes. Perdidos em maré cheia, deixamo-nos morrer por palavras venenosas, de um veneno tão cruel como as palavras ditas em cabeça quente. Há dias em que te desejo nu, presente, viril. Depois existe os outros dias em que a tua voz estrangula-me. Não sei o que magoa mais, morrer por excesso de amor ou morrer por falta dele.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Não encontro outra sombra para mim, a antiga está cheia de medos e incertezas. Incertezas essas que me consomem dia após dia, em qualquer lugar, sou um vidro partido em mil cacos. Se alguém se aproximar tenho quase a certeza que se pode cortar por isso afasto as pessoas em qualquer circunstância. Não consigo não pensar no que pensam sobre mim, é uma luta constante contra o desânimo e o sofrimento, estou tão fraca de espírito que já não me encontro (...) já não me reconheço. Não me lembro sequer de algum dia ter sentido esta angústia, era feliz e agora? Agora não sou sequer eu própria.
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