Não importa o tamanho da minha inocência. Eu vou sempre precisar de intelectualizar os meus medos e de recriar um novo eu. E para que conste o meu velho "eu" não é assim tão amoroso como pensam. Ele sabe destruir sonhos e poluir mentes. E entristece-me por ele ser assim. No entanto raramente convivo com ele, muitas vezes deixo-o a falar sozinho numa varanda. Ele e o seu cigarro. Espero que morra e me deixe ser livre, porque eu não sei o que é liberdade de expressão ou alegria ao acordar. Mesmo assim continuo aqui, na tentativa de levitação, sou como um pássaro. Mas preso numa gaiola. Que triste que somos, que tristeza de sonhos.. tristeza de vida.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Saudades. São milhares delas. Interrompidas pela imensidão das linhas telefónicas. Pela poluição dos transportes. Pela demografia reduzida em que nos encontramos estáticos e aparentemente vivos. É aí que me perco, nessas entrelinhas curvas e baratas, onde se vende cigarros sem marca e droga leve. Que me deixa adormecida para não ter de lidar com a dor de pensar. Já Fernando Pessoa a tinha, porque não haveria eu de ter? A confusão aumenta, as horas de ponta alastram-se cada vez mais até ás 11h e perco sempre o rumo de ida. De ida ou de partida. Não sei bem, ando baralhada com palavras, a minha gramática ficou enferrujada e nem escrever já sei. No entanto sou boa em sentimentos e sei exactamente como os expressar. E isto é saudade. Aquele sentimento que me faz falar de ti a toda a hora sem tempo para tal.
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