Eu não tenho palavras novas e o sentimento continuo o mesmo. Cheguei à pouco tempo e decidi ficar, a língua que eu conhecia é somente esta e nunca fui boa a aprender novos dialectos. O cheiro a café é inconfundível e já recebi saudades de quem sempre me aqueceu o coração com boas histórias de amor. Fui resgatada a tempo pela saudade e regressei a casa com medo de que a chave não fosse a certa para esta fechadura. Mas com esta fuga, aprendi que um dia vocês vão descobrir tal como eu que as pessoas só nos atacam quando se sentem ameaçadas. E que o motivo principal que leva alguém a não gostar de nós é exactamente a inveja e a incapacidade não conseguirem serem iguais à nossa imagem no espelho. Afinal, quem acha feio simplesmente ignora, agora, quem critica, sabe que jamais conseguirá chegar aos nossos pés. com amor e saudade da vossa May.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Tenho me ausentado deste meu quarto quente, pois nada me tem alegrado. Conheci pessoas fantásticas aqui que desapareceram da minha vida como um flash de uma máquina. Tenho saudades dos bons comentários e das tentativas de me animarem. O mundo no blog também está em crise, os bons blog's desapareceram e deixaram-me nua, aqui.. Preciso de histórias encantadas para ler e desabafos para me entreter, preciso de pessoas para consolar e não as encontro mais aqui. Espero que tudo volte a ser como antigamente, até lá, deixo-me possuir pela ausência e choro a perda dos sentimentos escritos com palavras doces num blog escuro.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Não era muito longa mas era suficiente para uma conversa passageira de apresentações. Tinhas um sotaque diferente, aliás, tudo em ti era diferente. Todavia sempre me mantive distante de desconhecidos, os verbos mal conjugados perturbavam-me e o cheiro nauseabundo a café enjoava-me, no entanto o teu cheiro a café era doce e as tuas conjugações eram uma gracinha. Tinhas uma face mais corada que a outra onde as pequenas sardas se manifestavam, umas maiores que as outras, e desordenadas. Ainda me pergunto, como seria possível aceitar qualquer comentário teu sobre mim, sobre a minha franja ou até sobre o meu casaco oferecido por uma tia-avó. Eu não era aquele estereótipo de mulher desejada por qualquer um que esbarrava comigo, eu era esquecida no meio da multidão e sempre me habituei a tal, mas tu chegas-te e tiraste-me a manta que me cobria, que me escondia e me protegia.
Já passaram quase dois anos e tu continuas aqui, a meu lado, com as palavras mal ditas e frases mal construídas, e eu continuo a sorrir como sempre fiz mas agora sem franja e sem vergonhas.
May Rose
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