sexta-feira, 5 de agosto de 2011


A vontade não desapareceu, somente ficou a esperança e a plenitude da verdade, arriscado seria dizer que a cobardia se tinha manifestado e quebrado parte da nossa construção diurna. O movimento deixou-me incrédula, a fatia de perturbação emocional foi de tal forma atingida que a minha capacidade de raciocínio ficou comprometida. Eis que do nada elevou-se aos céus a maior e ao mesmo tempo mais insignificante meta que teria de atingir, a doação da minha própria maneira de ser a quem já nada tinha para triunfar neste mundo. Assustada, incapacitada, amedrontada, fabriquei novas formas de insinuação e demonstrei o que todos temiam, a cada esquina estava perante um novo começo de vida, a minha há muito que ficou reduzida a pó. Os sinónimos de justiça recusaram o seu dever, fui então mais uma vitima da consequência da liberdade, cada um diria o que quer, cada um faria o que quer e acima de tudo, cada um destruiria o que quer ... eu apenas era um simples e inofensivo alvo a abater.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011


Ridículo foi achares que nos tínhamos afastado, nós não nos afastamos, simplesmente voltamos às nossas origens, aquelas que fizeste questão de apagar da memória de um de nós, sem qualquer razão aceitável.
Foi tudo um jogo, deixamo-nos enrolar pelas tuas falas e aos poucos e poucos já estava para lá do nosso porto, tinhas partido a corda de segurança, a que me prendia a eles e levaste-me contigo, nessa tua atitude de egoísmo e de loucura, fizeste com que milhares de pessoas que ao longo do tempo demonstravam preocupar-se comigo, fossem se esquecendo de como eu era.
A vida tornou-nos próximos, mesmo sabendo de que nada disto seria totalmente real, levou-nos a explorar a profundidade da confiança e da dúvida, e colocou-nos no patamar de cima, perto dos heróis e dos sobre-dotados.
Hoje aqui estou, perto deles outra vez, e vejo-te a ti perdida nesse teu próprio jogo de viragens diabólicas, nesse mar imenso onde decidiste levar-me a conhecer, nessa tua faceta de boa amiga, onde tens cara de tudo menos de boa.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011


Ás vezes ainda me pergunto de onde vem aquela força que me consome, que me leva e que me destrói. Aquela imaginação que vai além do complexo do sujeito e do variante complemento circunstancial de lugar, ou modificadores, utilizando a nova terminologia. Mudando os nomes das funções sintácticas, retirando letras às palavras, o sentimento continua igual.
A força continua lá na mesma, a função de acabamento também, o que esperava era ter mais espaço de tempo para poder concluir a minha experiência, que é saber se o dobro do meu amor é equivalente à soma do teu.
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